quinta-feira, 23 de junho de 2011

3. Delimitação do Problema

Questão: Por que defender o ensino diferenciado tanto no ensino público como no privado no ensino fundamental e médio como uma opção a mais ao lado do ensino misto?

Leonard Sax, biólogo graduado no MIT e psicólogo pela Universidade da Pensilvania e fundador da NASSPE, National Association for Single Sex Public Education, defende e promove os estudos do gênero (masculino e feminino) em relação à educação, de modo que cada um, com suas peculiaridades e timings de aprendizado e sua forma de conhecer e aprender sejam muito mais respeitados e potencializados quando trabalhados separadamente.
Não se trata apenas de uma separação física dos meninos e meninas, mas de todo o desenvolvimento de uma pedagogia que potencialize as qualidades de cada sexo e que trabalhe as dificuldades que cada um traz consigo por conta de sua psicologia própria.
A questão aqui não é sobre capacidade de aprendizado, mas sim de formação como um todo.

sábado, 18 de junho de 2011

9. Previsão de Recursos


Despesas básicas com possíveis fotocópias de artigos e compra dos mesmos em bases de dados.

8. Cronograma


Atividade
Data Inicio:
Data Término:
 Coleta de dados e revisão bibliográfica
20/06/2011
10/07/2011
Análise e estudo comparativo
11/07/2011
30/07/2011
Redação e conclusões
31/07/2011
15/08/2011









7. Referências Teóricas

A educação diferenciada, longe de estar ligada a uma época ou a uma ideologia ou a um único modelo de escola, vem crescendo com força hoje em dia em diferentes países, culturas e realidades políticas, especialmente nos países chamados desenvolvidos. Esse crescimento se dá especialmente nas escolas públicas.
Trata-se de um modelo que aumenta o leque de possibilidades educativas da sociedade.
Os diversos especialistas (psicólogos, pedagogos, educadores, neurocientistas,) e pais que adotam esta possibilidade de ensino e desenvolvem pesquisas sobre o assunto não têm em absoluto nenhuma oposição ao ensino misto (meninos e meninas na mesma sala), mas crêem que, em determinado momento da educação da pessoa, a educação diferenciada se mostra na prática muito mais vantajosa para o desenvolvimento harmônico da personalidade do educando.
Não há evidências que a separação em si ajude ou atrapalhe o desenvolvimento do estudante, mas não deixam de ser significativas as estatísticas.
No Reino Unido,  por exemplo, possui 1902 escolas diferenciadas para meninos e meninas (dados de 2008): 416 state schools (escolas que recebem auxílio de fundos públicos sejam elas desta natureza ou particulares) e 676 independent schools (escolas privadas).
As razões a favor da manutenção desta modalidade de educação, bem como do auxílio prestado pelo governo,  se fazem notar nas qualificações do General Certificate of Secundary Schools (equivalente a um sistema avaliativo dos resultados acadêmicos das escolas secundárias).
A publicação dos dados no Reino Unido permitem uma comparação interessante. Em 2008, das 100 melhores escolas, 81 são de educação diferenciada.

Entre as 10 melhores, apenas 1 é de educação mista. Das 13 escolas públicas que conseguem entrar entre as 50 melhores, 10 são de educação diferenciada.

Referências:

Sax, Leonard. "Single-sex education - Ready for Prime Time?." World and I 17.8 (August 2002): 257. Opposing Viewpoints Resource Center. Gale. College of Technology at Alfred - SUNY. 24 Apr. 2008.

La Educación Diferenciada en el Mundo- Una aportación a la cohesión social, la convivencia, la igualdad entre sexos y la excelencia  académica en países avanzados. EASSE - European Association Single-Sex Education.  Diciembre 2008. Disponível em www.unav.es/icf/main/top/jun-jul09/Easse_Educacion-diferenciada.pdf

Effects of single-sex secondary schools on student achievement and attitudes. Lee, Valerie E.; Bryk, Anthony S.
Journal of Educational Psychology, Vol 78(5), Oct 1986, 381-395.
  
What Are the Advantages of Single Sex Education? Disponível em: http://privateschool.about.com/cs/choosingaschool/a/singlesex.htm

Single-Gender Classes: Are They Better?Disponível em: http://www.educationworld.com/a_curr/curr215.shtml

The Yin and Yang of Learning: Educators Seek Solutions in Single-Sex Education. Disponível em: http://www.educationworld.com/a_curr/curr024.shtml

 

6. Definição da Metodologia


Será feita uma revisão bibliográfica sobre o tema e, a partir daí, através de leitura e análise dos mesmos, fazer uma síntese dos principais argumentos a favor do modelo objeto deste estudo e também dos argumentos indicados pelos seus opositores.
Num segundo momento, pretende-se escolher uma ou duas instituições que adotam esse modelo (e já o tem consolidado) a fim de conhecer na prática sua proposta pedagógica.

5.2 Objetivos específicos:

5.2.1 Elencar e analisar os principais argumentos dos defensores e dos críticos do agrupamento escolar diferenciado por sexo através de textos e publicações de especialistas na área.

5.2.2 Fazerum levantamento do que há no Brasil em termos deste tipo de ensino;

5.2.3 Mostrar que a educação diferenciada é uma opção de educação viável, democrática e, portato, deveria ser igualmente protegida e incentivada anto em nível privado como público, tendo por base as experiências de outros países onde esta forma de agrupamento já é algo consolidado e assistido de direitos.

5.1 Objetivo Geral

Analisar as principais teses concernentes ao estudo diferenciado em países onde haja escolas que adotam esse modelo de agrupamento, de modo a elencar os prós e contras dessa modalidade e verificar como está desenvolvida essa metodologia no Brasil até agora.

4. Hipótese da Pesquisa

A separação de meninos e meninas em classes ou escolas separadas permite uma educação personalizada e cria mais facilmente um ambiente de reconhecimento de sua própria identidade, facilitando o processo educativo (tanto do ponto de vista cognitivo como emocional) e potencializando as qualidades de cada sexo, respeitando as diferenças.

2.3-Viabilidade:

 A pesquisa é viável por conta da grande quantidade de estudos acadêmicos que vêm sendo publicados especialmente nos países onde a prática dessa modalidade de educação é bem mais difundida, como por exemplo: Estados Unidos, Espanha, Inglaterra, entre outros.

terça-feira, 14 de junho de 2011

2. Justificativa


2.1-Interesse: Na educação, sempre se buscou classificar os estudantes de acordo com critérios específicos para fins instrutivos e para uma maior eficácia pedagógica, facilitando o aprendizado e tornando mais eficaz o trabalho do educador. Enquanto os agrupamentos heterogêneos destacam as diferenças entre os indivíduos, os homogêneos destacam as semelhanças. São exemplos de agrupamentos homogêneos: notas, capacidade de aprendizado dos alunos, portadores de deficiências, tipos de ensino (técnico, normal, etc.), entre outros. Mais recentemente tem sido crescente a atenção de pesquisadores de diversas áreas ligados à educação para o agrupamento segundo o sexo.
A pergunta que nos interessa responder é: Qual é o melhor contexto educativo que provoque nos alunos os melhores resultados educacionais (não apenas em termos de assimilação de conteúdos)?
Algumas conclusões de pesquisas sobre essa forma de organização escolar (mesmo sexo, single sex) fizeram com que essa prática voltasse a ter interesse como prática educacional válida.

2.2-Relevância Social: Numa sociedade que se diz cada vez mais plural e tida como de “respeito às diferenças” e às liberdades individuais, estranha que no Brasil a prática da educação diferenciada (seja por escolas de meninos e escolas de meninas ou por coeducação) não tenha seu espaço como uma opção à educação mista e não possa ser oferecida aos pais como uma opção educacional válida para a educação de seus filhos. É verdade que no Brasil esse modelo é muito pouco ofertado e quase completamente restrito a colégios confessionais.
A questão ganha relevância uma vez que os dados estatísticos deste tipo de abordagem são extremamente favoráveis, especialmente para as meninas.

"Os defensores do método afirmam que a separação de meninos e meninas durante a primeira parte da educação tem impacto nos resultados acadêmicos.
Segundo estudo da Easse (Associação Européia de Educação do Mesmo Sexo, em inglês), no Reino Unido, das 29 escolas públicas que se encontram entre as cem melhores, 25 são de educação diferenciada.
O Ofsed britânico (Gabinete para Padrões em Educação, em inglês) recomendou a separação por sexo.
Segundo eles, em escolas de educação diferenciada, as meninas se interessam por ramos considerados masculinos como a informática, a química e a matemática, pois os cursos são adaptados às suas necessidades". (http://folha.com/sa909195)
 Surge nesse contexto o interesse de, numa primeira abordagem, buscar as principais vantagens e desvantagens alegadas pelos defensores e críticos deste tipo de agrupamento educacional.

1. Delimitação do Tema

Estudar os pontos positivos e negativos da educação diferenciada no ensino fundamental e médio, como uma proposta pedagógica de ensino válida do ponto de vista educacional e sua viabilização segundo as leis brasileiras de educação e ensino.