2.1-Interesse: Na educação, sempre se buscou classificar os estudantes de acordo com critérios específicos para fins instrutivos e para uma maior eficácia pedagógica, facilitando o aprendizado e tornando mais eficaz o trabalho do educador. Enquanto os agrupamentos heterogêneos destacam as diferenças entre os indivíduos, os homogêneos destacam as semelhanças. São exemplos de agrupamentos homogêneos: notas, capacidade de aprendizado dos alunos, portadores de deficiências, tipos de ensino (técnico, normal, etc.), entre outros. Mais recentemente tem sido crescente a atenção de pesquisadores de diversas áreas ligados à educação para o agrupamento segundo o sexo.
A pergunta que nos interessa responder é: Qual é o melhor contexto educativo que provoque nos alunos os melhores resultados educacionais (não apenas em termos de assimilação de conteúdos)?
Algumas conclusões de pesquisas sobre essa forma de organização escolar (mesmo sexo, single sex) fizeram com que essa prática voltasse a ter interesse como prática educacional válida.
2.2-Relevância Social: Numa sociedade que se diz cada vez mais plural e tida como de “respeito às diferenças” e às liberdades individuais, estranha que no Brasil a prática da educação diferenciada (seja por escolas de meninos e escolas de meninas ou por coeducação) não tenha seu espaço como uma opção à educação mista e não possa ser oferecida aos pais como uma opção educacional válida para a educação de seus filhos. É verdade que no Brasil esse modelo é muito pouco ofertado e quase completamente restrito a colégios confessionais.
A questão ganha relevância uma vez que os dados estatísticos deste tipo de abordagem são extremamente favoráveis, especialmente para as meninas.
"Os defensores do método afirmam que a separação de meninos e meninas durante a primeira parte da educação tem impacto nos resultados acadêmicos.
Segundo estudo da Easse (Associação Européia de Educação do Mesmo Sexo, em inglês), no Reino Unido, das 29 escolas públicas que se encontram entre as cem melhores, 25 são de educação diferenciada.
O Ofsed britânico (Gabinete para Padrões em Educação, em inglês) recomendou a separação por sexo.
Segundo eles, em escolas de educação diferenciada, as meninas se interessam por ramos considerados masculinos como a informática, a química e a matemática, pois os cursos são adaptados às suas necessidades". (http://folha.com/sa909195)
Surge nesse contexto o interesse de, numa primeira abordagem, buscar as principais vantagens e desvantagens alegadas pelos defensores e críticos deste tipo de agrupamento educacional.
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